Nem Freixo. Nem Castro.

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Vila Cruzeiro, Rio de Janeiro - Tomaz Silva/Agência Brasil

Vila Cruzeiro, Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

Tá tudo errado! Nem Marcelo Freixo, que diz que não pode ter mais operações. Muito menos o Cláudio Castro, que reforça o sucesso da operação com a morte de uma inocente.

Crucificar policiais pelo resultado de uma ação, por fazerem seu trabalho, é covardia! Precisamos, sim, apurar exageros ou ilegalidades, mas de forma alguma podemos chamar bandidos de vítimas e nos esquecermos da população, dos moradores, que são os que mais sofrem.

Estes policiais botam a cara, colocam o colete, capacete e vão para “trocação” com os bandidos. Atuar numa guerra urbana, dia após dia, é para poucos. Uma guerra que muitos fingem não acontecer, mas que esses policiais presenciam já no café da manhã.

Aliás. Tem que dar um basta na desvalorização de policiais! Enfrentam escalas de trabalho absurdas, com salários inaceitáveis e sem infraestrutura e planejamento para trabalhar. Até quando? O próximo governador tem que trazer uma solução.

A proibição do STF sobre as operações em favelas é absurda e fortalece grupos criminosos, com mais domínio territorial e maior poder bélico. Mas ela não pode servir de desculpa para a situação que o RJ vive. Desde a operação do Jacarezinho, há 1 ano, nada mudou. São os mesmos problemas.

O governo nada faz! Não há uma resposta dura, consistente, sobre o que será feito. O governador Cláudio Castro nunca apresentou uma solução viável, de longo prazo, com planejamento, inteligência, nada.

A operação foi um sucesso? Não! Como falo desde a operação do Jacarezinho, uma operação com morte de inocente, em nenhum lugar do mundo pode ser considerada bem sucedida. É só a ponta do iceberg de como a segurança pública está afundando o Rio de Janeiro.

Outro ponto que sequer é falado. Quem sustenta esses criminosos? Sabemos de uma ampla cadeia de lavagem de dinheiro, que sustenta o crime, a corrupção no poder público, empresas de fachada, onde o dinheiro circula livre, movimenta armas, drogas, corrompendo e matando.

Um governo sério tem que adotar com urgência o combate veemente à lavagem de dinheiro. Cortar o sustento do crime, da corrupção. Blindar sua Secretaria da Fazenda para autuar e fechar empresas de fachada. Seguir o dinheiro e prender os “cabeças” das organizações criminosas.

Um governo sério deve também investir pesado na infraestrutura das polícias e rever sua estrutura no geral. Investir em treinamento, adotar procedimento operacional padrão e garantir segurança para o policial trabalhar.

Repito o que disse há um ano. O caminho para melhorar a segurança no RJ é complexo, mas é muito urgente também. A inércia do governo sobre o tema deve ser revista e tampouco minimizar a atuação da polícia, sem propor uma solução viável. O Rio não pode continuar a definhar.

Paulo Ganime
Deputado Federal e Pré-candidato ao Governo do Rio de Janeiro

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