Ganime ouve demanda de autoridades e população de Resende e região

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O município de Resende, na Região do Médio Paraíba do estado do Rio de Janeiro, recebeu nesta sexta-feira (23) o gabinete itinerante virtual do deputado federal Paulo Ganime (NOVO/RJ), que está percorrendo todo o estado do Rio para conhecer as demandas e necessidades de cada cidade. Ganime participou, ao longo do dia, de reuniões com o prefeito Diogo Balieiro e autoridades de saúde, além de empresários locais e a população da região.

“Temos tentado estar o mais próximo possível da população mesmo em tempos de pandemia. Com o agravamento da crise sanitária, decidimos adotar o modelo remoto para não deixar de ouvir os anseios da população. Mas, quando tudo isso passar, vamos retomar as visitas presenciais”, garantiu o deputado.

O prefeito de Resende solicitou apoio do parlamentar na solução de um antigo problema na área de saúde, que são os baixos valores repassados pelo SUS para pagar pelos serviços médico-hospitalares prestados pelo município a outros municípios. Segundo ele, é preciso fazer uma revisão da tabela do SUS e uma adequação dos procedimentos realizados, principalmente os de alta complexidade, à verba disponível.

Além do prefeito, participaram da reunião o secretário de Saúde, Tande Vieira, e o diretor do Hospital Municipal Henrique Sérgio Gregori, Jayme Mattos. A unidade foi selecionada no edital de 2020 das emendas parlamentares do deputado e os recursos serão usados na compra de um tomógrafo.

Outro assunto discutido na reunião foi a necessidade de construção de uma subestação de energia elétrica no município para atender ao Centro Vocacional Tecnológico da Faetec, que permanece fechado por falta de energia. Para Tatiane Gavioli, secretária de Comunicação, essa unidade é fundamental para capacitar a população da região, que sofre com falta de mão-de-obra qualificada.

Na reunião virtual com a Câmara de Dirigentes Lojistas, seus representantes relataram o grande desafio de manter a economia em funcionamento durante a pandemia de Covid-19. O presidente Victor Gonçalves reclamou da falta de comunicação com o poder legislativo e poder executivo do estado do Rio de Janeiro e da criação de leis que acabam servindo como entraves ao desenvolvimento econômico.

O diretor do CDL, André Luís Amêndola citou, em especial, o Vale-pedágio, instituído em 2001, com o objetivo de desonerar o transportador do pagamento de pedágio, mas que, por falta de operacionalização, acaba funcionando mais como um obstáculo ao serviço. Estiveram presentes também o vice-presidente Renan Henrique Siqueira e o diretor Leonardo Braga.

O deputado conheceu também os trabalhos da Agência Líder de Desenvolvimento Regional do Vale e Médio Paraíba do Sebrae, uma associação criada há quatro anos por lideranças locais que lutam pelo crescimento regional em quatro frentes: educação, mobilidade urbana, tecnologia e turismo. A ADR – Líder Vale agrega 12 municípios da região e está trabalhando para implantar o transporte ferroviário de passageiros, um projeto de cicloturismo conectando as 12 cidades, feiras itinerantes de apoio ao produtor local, entre outras propostas.

No fim da tarde, o deputado abriu o gabinete virtual para ouvir diretamente a população, que tinha como principal preocupação a pandemia de Covid-19. O engenheiro Leonardo Vidal, de Volta Redonda, criticou as decisões descoordenadas tomadas pelos municípios da região em relação às medidas restritivas durante a pandemia e defendeu a adoção de critérios de funcionamento adequados a cada tipo de comércio, conversando com os empresários para encontrar soluções que sejam efetivas na prevenção à pandemia, mas que não castiguem tanto o setor.

O morador de Barra Mansa, Fabiano, questionou o que as autoridades estão planejando para resolver um grande problema social agravado nessa pandemia: o crescimento do número de pessoas em situação de rua. E Ivelise Seixas, de Resende, indagou também sobre a economia pós-pandemia.

Outro participante, o arquiteto Renato Serra, de Resende, revelou a existência de legislações em alguns municípios que obrigam profissionais liberais a pagarem como pessoa física e jurídica (bitributação), assunto que, segundo ele, poderia ser discutido na Reforma Tributária. Renato defende que o profissional pague uma taxa sobre o valor que arrecada e não um imposto fixo.

O projeto “Ganime na Estrada” já esteve em 23 municípios fluminenses e até o fim do ano chegará às 92 cidades do estado.

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