A pedido de Ganime, ministério explica falha no armazenamento de vacinas em hospital federal do Rio

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Em janeiro, cerca de 720 doses de Coronavac tiveram seu armazenamento comprometido após uma falha de energia no Hospital de Bonsucesso.

Na última sexta-feira, 19, o Ministério da Saúde respondeu ao requerimento de informação, enviado pelo deputado federal Paulo Ganime (NOVO/RJ), a respeito da  ocorrência de possíveis falhas no armazenamento de vacinas Coronavac no Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio. O pedido de informações foi protocolado no dia 08/02 e despachado pela Câmara dos Deputados no dia 26/02.

Entretanto, o Ministério ainda não se pronunciou sobre outros dois requerimentos de informação encaminhados anteriormente, em 25 de janeiro, solicitando informações sobre a falta de oxigênio em Manaus, sobre a situação da saúde no atendimento aos casos de Covid-19, sobre o risco de acontecer algo similar no Rio de Janeiro e sobre a estratégia de distribuição de vacinas. O prazo regimental para respostas ainda não encerrou.

Desde o início do seu mandato, o parlamentar tem atuado intensamente na cobrança e na fiscalização da saúde pública para evitar que pacientes continuem sofrendo e morrendo por negligência do poder público. “Hoje a crise sanitária se estende por todo o país e ainda não fomos informados sobre o protocolo de enfrentamento a ser adotado”, destacou o deputado, que promete continuar fiscalizando os órgãos responsáveis.

Em relação ao ocorrido no Hospital de Bonsucesso, o Ministério garantiu, no último dia 17, que as 728 doses do imunizante que estavam numa área descoberta pelo gerador de energia da unidade não foram perdidas e puderam ser liberadas para uso. A falha no armazenamento foi ocasionada pela interrupção do fornecimento de energia elétrica pela concessionária local, sem aviso prévio, impedindo a tomada de medidas preventivas.

Segundo o ofício, o percentual de perda operacional da vacina está em torno de 5%, o que é considerado aceitável pelo ministério. As doses são controladas por entrada e saída nas unidades refrigeradas (é preciso manter a vacina entre 2 e 8 graus) e registradas por pessoa vacinada e doses aplicadas em sistema oficial do MS. Qualquer falha logística é registrada em formulário eletrônico.

Questionados sobre a logística de transporte e armazenamento para evitar a perda das vacinas, o Ministério garantiu que esses procedimentos são feitos em temperaturas controladas e dentro do mais alto rigor de qualidade. As vacinas são distribuídas a partir do Centro de Armazenamento de Guarulhos, em São Paulo, para os 27 estados por transporte aéreo, com sistema de rastreamento e controle.

Em relação à logística dentro do estado do Rio, o Ministério informou que há, nas instâncias estaduais e municipais, estruturas descentralizadas denominadas centrais da rede de frio, salas de vacinação e centros de referência para imunobiológicos especiais (CRIE) que são responsáveis pela garantia da qualidade das vacinas distribuídas pelo MS. Cabe a cada unidade federativa garantir as estruturas necessárias.

Independentemente da resposta do Ministério da Saúde, o deputado Paulo Ganime afirmou que continuará fiscalizando a área da saúde, a fim de evitar falhas no processo de vacinação e de garantir que o estado do Rio de Janeiro possa voltar o mais rapidamente possível à normalização de suas atividades.

O deputado, inclusive, já está acompanhando a notícia sobre a existência de 650 leitos impedidos nos hospitais federais do Rio por falta de médicos, enfermeiros ou técnicos de enfermagem. O TCU aceitou representação do Ministério Público Federal cobrando respostas sobre a situação dos 6 hospitais e dos 3 institutos federais que funcionam no Rio. Se necessário, Ganime irá encaminhar novo ofício ao Ministério da Saúde para apurar as medidas adotadas para garantir o atendimento adequado aos pacientes de Covid-19.

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